"Nós, Da Elite, Android..." 1

“Nós, Da Elite, Android…”

“Westworld” é uma das séries de 2016 e, além de tudo, é uma das séries do futuro. Recebeu boas considerações, apesar de com várias salvedades-, mais do que digna público e seus primeiros reconhecimentos oficiais. É a extenso aventura orçamental e dramática da HBO, depois do Jogo de Tronos.

Baseado em uma história de Michael Crichton dos anos setenta, e desenvolvida por Nolan (não os irmãos, no entanto o casamento): Jonathan Nolan e Lisa Joy; com J. J. Abrams como produtor executivo. O fundamento é conhecido: um parque recreativo futurista, que recria o Far West e cujos android vão despertando para a própria consciência. O postagem impedirá o spoilers e adiantar bem mais de a (por momentos) osaka trama. Nada é de fato novo.

Os andróides acordando para a existência são um clássico. A série há um reconhecimento poético ao autômato. A partir das pianolas do Oeste até a constituição industrial de um quase-homem de um jeito estonteante: mergulhando o modelo vitrubiano de Leonardo, em uma espécie de leite tecnológica.

  • Portugal votação pra romper o bloqueio
  • 47-você Tem qualquer fetiche
  • 75 História da NBA
  • não, Não é nada
  • A laranja, a maçã, a pêra, o pêssego e o figo;[17]

A série é, por vezes, muito atraente visualmente. As fontes culturais da série são muito numerosas. Há referências visuais, Miguel Ángel (“A construção de Adão”), o Bosco, ou a Leonardo e seu Homem de Vitrubio, símbolo do humanismo em uma série posthumanista.

Permitirão que o espectador dirija por eles como em um jogo. Não surpreende, são clichês, motivos, 1000 vezes visitados. “Westworld” Paulo de Igrejas), a série contém uma clara EUA do gênero “exploitation” e, por vezes, é quase voluptuosa na previsibilidade sobre o destino das máquinas. Tudo isto o espectador em pleno 2016 prontamente o conhece. Mas serve para conceder pistas, para ceder-lhe ferramentas, mais do que como elementos de surpresa.

Constroem a série como qualquer coisa compreensível e anticipable. À quantidade que se progride na série surge um sentimento único de fascínio chato. Dão-Se as duas coisas nela, e não se pode dizer nem sequer de que soa boa nem ao menos má, entretanto outra coisa. Não de todo, não realmente. Sim, mas de um modo diferenciado.

Algum crítico americano citou que se trata de uma série inovadora que estaria criando outro tipo de gênero. É exatamente a forma de vê-la. É uma série tentando parecer o videjuego, qualquer coisa aproximado com o jogo, uma coisa que funcionaria como um quebra-cabeça. É aqui que entram as fontes culturais, todas estas citações são peças do quebra-cabeça. Os aparato de que é feita a história, a sua enorme colagem de fontes culturais, funciona quase como elementos destacáveis dentro dessa suporte. Elementos que, de modo autónoma, segura o espectador.

O espectador é tratado de duas maneiras. Uma é estar submetido a uma série de voltas, voltas e revoltas, autênticas torções no travessão. Até o ponto de nós se vira. Um protagonista chega a estar em três sites ao mesmo tempo, em 3 planos. É como o de Arya Stark em Braavos com “os homens sem rosto”, no entanto o tempo todo. Isso chega a um momento em que deixa de importar.

Por esse lado, o espectador é maltratado. A trama é tortuosa, sinuosa, toma ela mesma a maneira do labirinto. Mil dobras no lugar da linha reta. Como contrapeso, o espectador recebe certeza. A segurança dos referentes, que funcionam como substrato percebível, cultural, e que permite ao espectador comparecer manejándose pela história.

o que a série tem de arquitetura de clichês apresenta segurança E esta é a genialidade da série! Para os lados ou pra trás, ou dando passos para a resolução, as referências culturais permitem ao espectador, perdido numa trama por vezes abusiva, antecipar situações ou até já recomendar novas.